Publicado às 14h54 desta sexta-feira (06)
A chegada do ramal da adutora do Pajeú ao município de Santa Cruz da Baixa Verde, no sertão pernambucano, preocupa os cacimbeiros que abastecem os moradores da região. Eles temem prejuizos por causa dos altos investimentos feito nos últimos anos.
Alguns cacimbeiros estiveram presente na manhã desta quinta-feira (05) no plenário da Câmara Municipal de Santa Cruz da Baixa Verde, e durante sessão ordinária pediram apoio aos parlamentares em busca de uma solução para não serem penalizados.
Anselmo Diniz, um dos presentes na reunião, enfatizou que não é contra a chegada da água ao município, mas sim favorável. No entanto fez questão de lembrar que os cacimbeiros contribuem muito para atender a demanda do abastecimento de água da população Santacruzense.
“Não estamos aqui para dizer que a água não venha, muito pelo contrário, somos totalmente a favor, a nossa preocupação é que somos pais de família, temos muito dinheiro investido aqui. O que a gente procura é uma solução, uma parceria com a compesa”, disse Anselmo.
Já para João de Melo, é importante inserir a Câmara Municipal na discussão de uma alternativa viável para que os cacimbeiros não saiam no prejuizo.
Outro cacimbeiro presente, Luiz Adriano, disse que o município conta atualmente com aproximadamente 40 cacimbeiros que fornecem água a população, e que boa parte desses fizeram grandes investimentos financeiros para melhorar a qualidade do serviço.
“Acredito que os cacimbeiros de Santa Cruz foram heróis, hoje ninguém ver cidadão com lata D’água na cabeça, em beira de cacimba ou atrás de pipa D’água, eu e outros aí seguramos a peteca e demos conta. Hoje tenho 6 mil metros de tubulação na cidade e custou muito dinheiro, hoje meu investimento é alto, então amanhã sair com uma mão na frente e outra atrás, fica dificil”, desabafou Luiz Adriano.
Todos os parlamentares utilizaram a fala e demostraram sensibilidade a causa dos cacimbeiros. Roberto da Paz, (Republicanos), propôs uma audiência com representantes da compesa, na perspectiva que haja um processo de capacitação junto aos cacimbeiros, para que possam desenvolver a técnica de tratamento da água consumida, e assim poder gerenciar a distribuição no município.
O presidente da casa, Danda Gaia (Podemos), sinalizou que na próxima semana haverá uma agenda na capital pernambucana com o presidente da compesa, para tratar sobre o assunto, e colocou a Câmara Municipal a disposição para novos encontros e reuniões com os cacimbeiros, a fim de encontrar uma solução para o problema.







