Publicado às 22h07 desta quinta-feira (30)
O projeto da nova regra fiscal apresentado nesta quinta-feira (22) precisa da aprovação do Congresso, e foi bem recebido pelo mercado.
O economista Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas, considerou positiva a proposta. Segundo ele, o novo governo demostra estar empenhado em colocar as contas em ordem, para estabilizar o crescimento da dívida pública.
Marcos Mendes, pesquisador do Insper, defendeu que o superávit – a economia que o governo faz para pagar juros da dívida – seja maior
“O ideal é que se caminhe da forma mais rápida possível em direção a um superávit que efetivamente estabilize a dívida. Com esses números colocados pelo governo, com as regras de receita e despesa e com as metas de superávit colocadas, a dívida não se estabiliza tão cedo”, afirmou.
A economista Vilma Pinto, diretora da Instituição Fiscal Independente do Senado, avaliou que é possível cumprir a nova regra e avançar para medidas que levem a um aumento do investimento público.
“É um esforço e um compromisso que o governo tem assumido com o ajuste fiscal. E esse esforço, se ele ocorrer da forma como está sendo proposto, zerando o déficit no ano que vem e chegando até um superávit em um médio prazo, eu acho que contribui positivamente para as contas públicas. Acredito que seja possível cumprir essa regra de crescimento de despesa, esse teto de gastos que foi definido. E foi definida uma banda, então tem um limite mínimo e um limite máximo ali como determinante desse teto de despesas. Mas acredito que seja, sim, possível o seu crescimento no médio prazo”, disse.
Pouco antes do anúncio oficial das medidas, em um evento do Banco Central, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, elogiou o esforço do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para construir a nova proposta. Nesta quinta-feira, o BC elevou de 1% para 1,2% a previsão de alta do PIB neste ano.
Fonte: G1



