Publicado às 11h32 desta quarta-feira (11)
Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva internado até pelo menos a semana que vem, o governo se organiza para tentar não parar em um momento crucial do ano. O afastamento do petista se dá em meio a uma crise com o Congresso e tratativas para uma reformulação em parte da equipe de ministros, tendo em vista a costura de alianças para 2026.
Médicos do presidente descartaram na terça-feira a necessidade de um afastamento formal da função, mas recomendaram que ele descanse no período e a ordem entre os ministros é para que não o incomodem com problemas enquanto ele estiver internado.
A ida de Lula para o hospital, na noite de segunda-feira, se deu logo após ele participar de uma reunião com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Na ocasião, eles discutiam uma saída para o impasse envolvendo o pagamento de emendas, que travou a votação do pacote de ajuste fiscal do governo.
A ideia no governo é que os ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Fernando Haddad, da Fazenda, assumam as negociações com os congressistas enquanto Lula estiver fora. Foi Costa, por exemplo, quem deu sequência à conversa na reunião de segunda após o presidente precisar se ausentar. Já Haddad se reuniu na noite do mesmo dia com líderes do Senado na residência oficial de Pacheco para tentar destravar o pacote de ajuste fiscal.
Haddad também assina a portaria editada na terça-feira que libera o pagamento de emendas parlamentares bloqueadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), uma das medidas negociadas com Lira e Pacheco. O texto exige a apresentação de plano de trabalho, com identificação detalhada de ação orçamentária para as emendas Pix e pede que sejam identificados os padrinhos nos restos a pagar do extinto orçamento secreto e nas emendas de comissão.
Fonte: O Globo



