Publicado às 08h24 desta segunda-feira (15)
Metrópoles
Com a voz embargada, e ainda sem acreditar na tragédia, Adriano Zeferino de Vasconcelos, delegado regional de Camocim (CE), falou com exclusividade ao Metrópoles.
Há menos de 3 meses à frente da delegacia da cidade cearense, a 353 km da capital Fortaleza, Vasconcelos já havia recebido ameaças veladas do suspeito de matar quatro colegas de trabalho — três deles, enquanto dormiam. “Há quatro dias que eu estou andando de colete para cima e para baixo”, relatou à reportagem.
Segundo o delegado, o inspetor Antônio Alves Dourado, que está sob custódia, já se mostrava muito problemático nas delegacias por onde passou. “Ele sempre queria atuar do jeito dele, e não é assim que funciona no serviço público. Não aceitava cumprir escalas pré-programadas. Simplesmente dizia: ‘Não vou fazer’”, relembra Vasconcelos, que já tinha trabalhado com o agora assassino em outro município.
Ainda sem acreditar na tragédia ocorrida dentro da delegacia, Vasconcelos diz que o suspeito premeditou com detalhes a ação. “Não tem nada de surto. Ele preparou tudo para explodir a delegacia. Antes disso, pretendia matar alguns policiais asfixiados, e assim que amanhecesse, o alvo seria eu. O alvo principal, inclusive” , lamenta o delegado que perdeu quatro colegas no massacre.



